sexta-feira, outubro 21, 2005

Ai, se Portugal estivesse com o mesmo clima de Cantanhede!...

Pelo menos é o que ficamos a saber pelo jornal «as Beiras» - suplemento «Especial Cantanhede» de hoje. E, muito importante, o Jorge Catarino deixa de ser presidente mas continuará como vigilante. Só falta sabermos se o e-mail dele passa a ser vigilante@cm-cantanhede.pt.
Vê o título e parte da notícia aqui (é só parte porque o meu scanner não tem o avanço tecnológico de Cantanhede).

quarta-feira, outubro 12, 2005

Alterações nos contactos

O Filipe Camelo mudou de e-mail.
O Carlos Martins saiu da Revigrés e está agora em Alcobaça, na empresa Coelho da Silva. O telemóvel dele também mudou.
Os contactos foram por isso actualizados.
Espero que o Jorge Catarino se lembre de me mandar o novo contacto dele, já que o que temos é presidente@cm-cantanhede.pt... e ele passou a pasta (ao fadista da fotografia aqui em baixo).

sexta-feira, junho 17, 2005

Mestre Domingos Oleiro

Poema declamado por Sua Excelência o Sô Presidente no nosso almoço de robalo ao sal.

(para veres mais fotos do almoço clica aqui)


Um tal mestre Domingos
Mestre na arte da olaria,
De qualquer barro fazia
As obras de arte mais belas.

Panelas, potes, moringas
Mas sobretudo panelas
tão fortes e tão resistentes
Que as não podiam quebrar
Os pontapés mais valentes.

Levantava-as o oleiro ao ar
Largava-as depois da mão
Mesmo na lage mais dura
E levantava-as do chão
Sem uma beliscadura.

De tal sorte que os fregueses
Que iam levar-lhe o dinheiro
E se juntavam às vezes
Na loja do mestre oleiro
Diziam todos à uma,

É um grande paneleiro
Não há dúvida nenhuma

Ramada Curto

segunda-feira, junho 13, 2005

Até Sempre


Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
Contra a carícia da espuma,
Contra a luz, nada podeis.

Podeis dar-nos a morte,
A mais vil, isso pode
E é tão pouco!


(Eugénio de Andrade)

quarta-feira, junho 08, 2005

Se Eu Pudesse Voar ...


Quero voar
mas saem da lama
garras de chão
que me prendem os tornozelos.
Quero morrer
mas descem das nuvens
braços de angústia
que me seguram pelos cabelos.
E assim suspenso
no clamor da tempestade
como um saco de problemas
tapo os olhos com as lágrimas
para não ver as algemas...
(Mas qualquer balouçar ao vento me parece Liberdade.)

José Gomes Ferreira

quinta-feira, maio 26, 2005

Eu até sou da Académica!

O Benfica demorou tanto tempo, tanto tempo,
para ganhar um campeonato
que o último título ainda era do tempo
em que o Nené tinha um filho!

sexta-feira, maio 20, 2005

Depois Não Digam Que Não Avisei



Chama-se a atenção para este Post, aconselha-se a sua (não) leitura a pessoas sensíveis.

Hoje porque estamos a entrar no período da Ressurreição, leia-se fds, irei falar de Bocage.

Manuel Maria Barbosa du Bocage, pelo tipo de escrita que assume e pela vida extravagante que levou, tornou-se um poeta boémio, satírico e erótico.

A sua poesia é a poesia do mundo, da noite, do corpo, da mulher. Ficou conhecido pelos seus inúmeros amores, retratados na maioria dos versos que escreveu. Acredita-se que Gertrudes foi o grande amor de sua vida, devido à quantidade de poemas a ela dedicados, mas descobriu ao sair da prisão que Gertrude havia se casado com o seu próprio irmão, ganda sacana …


Para começar, cá vai … ESTÃO A TEMPO DE DESISTIR, ok, ok ... como queiram!

[SONETO DO CARALHO POTENTE]
Porri-potente herói, que uma cadeira
Susténs na ponta do caralho teso,
Pondo-lhe em riba mais por contrapeso
A capa de baetão da alcoviteira:
Teu casso é como o ramo da palmeira,
Que mais se eleva, quando tem mais peso;
Se o não conservas açaimado e preso,
É capaz de foder Lisboa inteira!
Que forças tens no hórrido marsapo,
Que assentando a disforme cachamorra
Deixa conos e cus feitos num trapo!
Quem ao ver-te o tesão há não discorra
Que tu não podes ser senão Priapo,
Ou que tens um guindaste em vez de porra?
É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:
Verga, e não quebra, como zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:
À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!
Para carvalho ser falta-lhe um U;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu.